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“A Freira 2”, de Michael Chaves é mais um derivado de ‘Invocação do Mal’ que se resume em frustração

“A Freira 2”, de Michael Chaves é mais um derivado de ‘Invocação do Mal’ que se resume em frustração

A franquia ‘Invocação do Mal’ (2013) dirigido por James Wan caiu nas graças do público. Isso é fato. Para alguns, o diretor malaio resgatou a essência do sobrenatural no gênero de horror. Originalmente rendeu mais dois episódios e mais derivados graças alguns personagens que surgiram no decorrer dos filmes, como Annabelle e a Freira. Particularmente falando, os derivados são bem decepcionantes e aqui vamos analisar mais um, o segundo capítulo de A Freira, de Michael Chaves, que nos oferece uma continuação até melhor que a primeira versão, mas tão ruim quanto.

É o ano de 1956, na França. Um padre é assassinado. Um mal está se espalhando. “A Freira 2” acompanha a Irmã Irene (Taissa Farmiga) quando ela mais uma vez fica cara a cara com Valak (Bonnie Aarons), a freira demoníaca. Entretanto, Valak está tendo controle sobre o corpo de Maurice (Jonas Bloquet) que trabalha como zelador em um colégio de jovens freiras, que coincidentemente tem um artefato que interessa a Valak. Irene precisa evitar que a possessão pegue esse artefato e salvar a vida de seu velho amigo Maurice.

Essa continuação da Freira dirigido por Michael Chaves é uma tentativa frustrante em nos colocar medo durante 112 minutos. Tudo aqui é desinteressante, Valak possui o corpo do Maurice na tentativa de buscar um artefato, mas não sabemos exatamente o que ela pretende com tal objeto, sabemos que ele está relacionado aos olhos de Santa Luzia, porém é mal desenvolvido.

A trama até apresenta outros personagens que vão além de Irene, Maurice e Valak, mas sinceramente não servem para nada. A irmã Debra, vivida por Storm Reid decide em acompanhar a Irene em sua jornada, mas ela não acrescenta em nada, em alguns momentos acaba sendo uma preocupação a mais. Já no elenco que compõe o colégio, existem Marcella (Ana Popplewell) e sua filha Sophie (Katelyn Rose Downey) e meia dúzias de meninas que fazem bullying com Sophie, mas uma vez aqui tem um emaranhado de personagens que não servem para nada, apenas para correr perigo, já que a produção só decide tirar a vida de figurantes.

Além de personagens que não agregam em nada, o filme também nos apresenta novos vilões que não possuem profundidade, como um bode que corre atrás das meninas que praticam bullying. Espero que ele fique apenas por aqui e não inventem de fazer um filme sobre ele.

Mas nem tudo está perdido, se tem uma coisa que tem muito boa nesse filme é a fotografia de Tristan Nyby. O diretor de fotografia consegue trabalhar muito bem com a escuridão criando silhuetas e sombreamentos perfeitos que impressionam. Além disso, ele também consegue misturar esses elementos com às luzes, principalmente as silhuetas.

Através disso Chaves até consegue criar um certo clima de tensão e suspense em alguns momentos, mas são bem poucos. Tudo fica desinteressante quando o mal se revela. Poucas são as cenas que ficam marcadas em nossa cabeça. Muito provavelmente a cena de abertura envolvendo uma bola de futebol e uma cena que envolve revistas e apenas uma dela desperta ansiedade.

Em última análise, “A Freira 2” chega até ser uma continuação melhor do que seu antecessor, mas continua sendo tão ruim quanto. A franquia Invocação do Mal popularizou personagens que caíram nas graças de muita gente, mas erraram quando decidiram deslocar eles e criar produções especialmente para esses personagens, “A Freira 2” tem que ser um basta nesses derivados e um aviso para futuras franquias que desejam seguir o mesmo caminho. É proibido fazer? não, mas faça bem feito.