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“A Morte do Demônio: A Ascensão”, de Lee Cronin mantem a essência da franquia viva

“A Morte do Demônio: A Ascensão”, de Lee Cronin mantem a essência da franquia viva

Algumas vezes nos questionamos que acabou a criatividade no cinema produzido para massas. Não considero isso uma verdade absoluta, mas notamos que existe um vício de alguns realizadores em querer reaproveitar histórias que já fizeram sucesso. Filmes bem dirigidos sempre são bem vindos, sejam eles novas histórias ou até mesmo algumas que já conhecemos. “A Morte do Demônio” surgiu nos anos 80 com direção de Sam Raimi, teve suas continuações e até mesmo uma nova versão em 2013 de Fede Alvarez. Agora, dez anos depois, o cineasta Lee Cronin resolveu desenvolver sua versão e podemos dizer que ela é uma boa continuidade para tudo que já foi já assistimos dessa franquia.

Assim como os antecessores, “A Morte do Demônio: A Ascensão” não é nada cerimonialista em seus primeiros minutos. Cronin imita bastante o começo dos antigos filmes, jovens passando um tempo em um chalé e coisas sobrenaturais começam acontecer. Mas o pânico que vamos presenciar de verdade acontece no dia anterior, quando Beth (Lily Sullivan) vem visitar sua irmã Ellie (Alyssa Sutherland) e seus três sobrinhos. Essa visita ocorre em um apartamento bagunçado em um prédio prestes a ser demolido.

Cronin também encarregado pelo o roteiro, ele acaba tendo pouca criatividade para fazer o terror começar a dar às caras nos 96 minutos da sua projeção. Primeiro acompanhamos um caso de família bastante desinteressante protagonizado por Beth e Ellie, depois disso um terremoto surge do nada e abre uma cratera no chão da garagem do prédio que faz Danny (Morgan Davies) encontrar o livro dos mortos. Depois disso acho que você consegue imaginar que o caos começa a partir desse momento.

Apesar do roteiro de Cronin enrolar para entregar o que todos queremos ver, não podemos omitir que o cineasta é talentoso, ele consegue nos oferecer momentos bem satisfatórios e ao mesmo tempo consegue nos deixar aflitos com algumas cenas ao ponto de virar o rosto para não ver o que está acontecendo na tela. É um trabalho impressionante de gore e maquiagem. As atrizes envolvidas também colaboram bastante, Sullivan tem alguns bons momentos, e Sutherland parece se divertir muito interpretando Ellie.

Outro fator positivo é a variedade em planos que a direção propõe, um dos planos mais bonitos é a cena onde o título da produção aparece na tela, um pouco antes disso, o chalé é filmado com uma grande angular que por vezes se assemelha o efeito que uma lente olho de peixe costuma passar.

“A Morte do Demônio: A Ascensão” resgata toda a essência que os filmes anteriores possuem. Muito sangue, muita morte caricata e entre outras coisas que essa franquia sempre nos ofereceu. Particularmente falando, alguns acontecimentos beiram o absurdo que chega quebrar a barreira do horror e invade uma área mais engraçado que não permite ter medo do que está acontecendo em tela.

Em uma última análise, o que diferencia ‘A Morte do Demônio’ de outras franquias de terror são sequências de qualidade, algo que franquias como ‘Sexta-feira 13’, ‘A Hora do Pesadelo’, ‘Halloween’ e entre outras não podem dizer o mesmo. Cronin de fato conseguiu manter o nível da marca que estava em suas mãos, entretanto, ele deixou sua marca de qualidade tornando esse filme em um dos melhores do gênero de terror desse ano.