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Com Chris Pine de protagonista,“Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes” é uma grata surpresa de 2023

Com Chris Pine de protagonista,“Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes” é uma grata surpresa de 2023

Vagarosamente o cinema vai adaptando conteúdos de outras mídias para si no intuito de atrair novos públicos. Em algum momento os estúdios acreditaram nos jogos eletrônicos para lucrar ainda mais, mas com tanto fracasso eles deram uma pausa e descobriram que os filmes de heróis seriam a galinha dos ovos de ouro. No entanto, de maneira discreta estamos presenciando adaptações de jogos, seja na tela grande ou até mesmo na TV. Porém, a Paramount foi ousada em adaptar um jogo de mesa e fazer ele brilhar. “Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes” é a mais recente tentativa de trazer o RPG de mesa para o cinema e graças os diretores John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein que demostram carinho pelo o trabalho em cada frame de ‘Honra Entre Rebeldes’.

Nos primeiros minutos de D&D presenciamos que as coisas não vão bem para Edgin Darvis (Chris Pine) e Holga Kilgore (Michelle Rodriguez). Eles são prisioneiros em uma prisão “extremamente segura”, mas os dois ladrões pretendem escapar para se reencontrar com a filha de Edgin. A dupla logo descobre que muitas coisas mudaram no reino e Forge Fitzwilliam (Hugh Grant), um ex companheiro se tornou um líder poderoso e mantem a filha de Edgin como sua “aliada”. Agora a dupla deve invadir a cidade Neverwinter durante o dia mais movimentado do ano para reconquistar a jovem.

Para tal missão, Edgin e Holga contam a ajuda de Simon Aumar (Justice Smith) e Rodic (Shophia Lillis). Juntos eles procuram um paladino lendário chamado por Xenk Yendar (Regé-Jean Page) para viajar com ele em busca de uma arma.

A escolha dos diretores e roteiristas Jonathan Goldstein e John Francis Daley foi acertada, encarregados por ‘A Noite do Jogo’ (2018), eles oferecem uma dose do humor desse último trabalho para ‘Honra Entre Rebeldes’ e por algum momento pensamos que essa característica pode fazer que o filme entre em uma derrocada, entretanto, a coisa se encaixa notavelmente bem. Um dos principais elementos de um jogo de mesa é a reunião de amigos e como os envolvidos no jogo se dedicam para fazer o outro rir enquanto também desenvolvem uma conexão emocional genuína com seu avatar, a base desse longa-metragem é exatamente essa.

Essa pratica de reunir um grupo de pessoas simpáticas trocando piadas e ao mesmo tempo partindo para ação funciona bem graças a Chris Pine e o restante do elenco. Particularmente falando não acho Pine um ator que que atraia um grande público para ir ao cinema, mas aqui ele consegue se beneficiar muito bem no papel de protagonista e ser um dos bons motivos para um segundo filme acontecer.

Podemos considerar que o longa-metragem é um live-action com um certo espirito de animação e ele não tem vergonha de assumir isso. O filme oferece cenas que envolve magia e criaturas com um visual bem criativo. Essa fantasia não tem interesse de competir com nenhuma outra, ela é única e em algumas de suas sequências consegue ser inovadora.

Em uma última análise, como diz no título do texto, “Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes” é uma grata surpresa desse ano. Seus 134 minutos diverte e sua narrativa fácil de ser digerida é bem-vinda, além disso, isso aqui tem um fan service muito especial para nós espectadores brasileiros, no qual nos oferece uma ponta de esperança que esse universo pode ser expandido. Dito isso, “Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes” propõe um entretenimento agradável para todos, para o fã de RPG e para aquele que só está na sala do cinema esperando por um bom filme.