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“Como Vender a Lua”, de Greg Berlanti é deleite surpreendente

“Como Vender a Lua”, de Greg Berlanti é deleite surpreendente

Greg Berlanti não é um cineasta com uma filmografia longa, mas posso afirmar que o pouco que ele já produziu, o transforma em um cineasta que produz filmes agradáveis para se assistir em um domingo a tarde. Sua nova façanha, “Como Vender a Lua”, pode ser definido como comédia, drama, romance, uma corrida contra o relógio e superação de obstáculos para realizar algo impossível. De forma muito inesperada, estamos diante de uma grata surpresa.

“Como Vender a Lua” é estrelado por Scarlett Johansson como Kelly Jones, uma executiva de publicidade/especialista em marketing da Madison Avenue, e Channing Tatum como Cole Davis, o diretor da NASA que supervisiona o lançamento da Apollo 11. Seus caminhos improváveis ​​se cruzam quando o agente governamental Moe Berkus (Woody Harrelson) aparece com uma missão e uma proposta. A Casa Branca considerou a missão Apollo 11 não pode falhar. Assim Jones tem a tarefa de mudar a opinião pública sobre a missão espacial, mas também, caso a missão real dê errado ao vivo na televisão, fingir que o pouso na Lua foi um grande sucesso.

Johansson está muito bem como Kelly Jones, ela é basicamente uma vigarista que consegue levar qualquer um na conversa, hábil em vender coisas que se torna especialista em mentiras e manipuladora. Berkus sabe que suas habilidades irão melhorar a imagem da Nasa e da missão. Já Dave de Tatum é o oposto. Ex-piloto americano e ético. Por mais que ambos sejam opostos e cabeças-duras, claramente eles são atraídos um pelo outro fisicamente.

Davis também foi o diretor de lançamento da fracassada missão Apollo 1 que matou três astronautas e carrega uma bagagem de culpa e daquela operação fracassada.

O longa dirigido por Berlanti e roteirizado por Rose Gilroy acompanha duas histórias que eventualmente se fundem em uma, Davis trabalhando com seus homens, cientistas e engenheiros para fazer o foguete decolar e Jones trabalhando com sua assistente para consertar a imagem pública da NASA. No entanto, as duas tarefas estão frequentemente entrando em conflito.

Como já dito em parágrafos anteriores, essa hipótese de criar algo para ludibriar o mundo é a trama principal do filme, demora para se revelar, mas quando revelada ela consegue nos prender. No entanto não é uma boa discutir aqui para não estragar a experiência alheia.

O longa nos propõe uma história sobre esperanças e sonhos, mas também fornece uma narrativa pessoal h sobre deixar o passado para trás e olhar para um futuro melhor. Todos os colaboradores fazem um bom trabalho em suas funções, ainda mais o editor Harry Jierjian que usa uma técnica para acelerar o ritmo do filme e deixando ele de maneira bem dinâmico.

“Como Vender a Lua” é entretenimento que rende risadas, romance e drama. Se esse filme não estava em seu radar, pode adiciona-lo, porque é algo agradável e um deleite surpreendente.