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“Godzilla e Kong: O Novo Império”, de Adam Wingard é uma diversão instantânea que não requer grandes interpretações

“Godzilla e Kong: O Novo Império”, de Adam Wingard é uma diversão instantânea que não requer grandes interpretações

Em meados de 2014 Gareth Edwards iniciava uma nova leva de filmes de monstros com “Godzilla”, o projeto era bastante promissor, se levava a sério ao possuir um tom mais sombrio, mas dividiu opiniões. Porém, a ideia de fazer algo mais “pé no chão” degringolou e essa ideia se converteu ganhando um novo tom, que até faz sentido. Fomos apresentados a “Godzilla vs Kong” (2021), um duelo de criaturas imensas que agora dividiu o público como torcida de futebol no qual a cada um tinha para quem torcer nesse duelo de titãs. Agora em 2024, Adam Wingard nos oferece “Godzilla e Kong: O Novo Império”, uma nova reunião entre os monstros mais conhecidos, sendo que agora eles terão que se unir.

“Godzilla e Kong: O Novo Império” tem o mesmo clichê de sempre já apresentado em muitos outros filmes, após o confronto entre ambas as feras, Godzilla e Kong devem unir-se contra uma ameaça colossal desconhecida escondida na terra oca, que coloca a vida deles e da humanidade em risco.

Não tem maneira mais simplória para descrever esse longa de Adam Wingard. Honestamente o espectador que consumir essa produção tem duas opções de caminho a seguir, ser rigoroso com um roteiro frágil e detestar tudo que filme apresenta ou então se divertir com quase tudo que o longa propõe. Essa diversão fica por conta das batalhas entre monstros gigantes.

Definitivamente aqui é um filme mais sobre o Kong do que o Godzilla, o famoso kaiju faz apenas algumas aparições, mas quando aparece sempre entrega uma boa dose de ação em suas cenas. Existe um punhado de seres humanos também, eles estão para explicar o que está acontecendo, entretendo, acho que a ausência deles não faria falta, já que mesmo sem falas, os monstros conseguem emitir bem a história que está sendo contada de maneira eficiente.

“Godzilla e Kong: O Novo Império” faz algo que também não é tão novidade assim, que é usar uma criança para ser a chave/solução para todos os problemas da humanidade, aqui essa função fica por conta de Jia, vivida por Kaylee Hottle, que entrega uma atuação sem carisma. Já Rebecca Hall consegue ser uma atriz esnobada pelo Oscar e também consegue ser uma atriz que não ver problema em participar de galhofas como essa.

“O Novo Império” não tem uma trama complicada, mas tem horas você quer que toda a ladainha que o filme quer contar através dos seus personagens ande o mais rápido possível, que os humanos calem a boca e que os titãs entre em conflitos, porque isso pelo menos é visualmente legal ou envolvente.

Pode se afirmar que 80% do filme é CGI, Wingard sabe como montar um espetáculo, mas isso não quer dizer que a maioria do tempo de projeção você tem a impressão que está apenas observando animações de monstros feitas no computador que lutam. Não há absolutamente nada em que se absorver além da grande e barulhenta luta que ocorre.

Se tem algo positivo que “Godzilla e Kong: O Novo Império” faz, é provar que nem todo filme tem um mistério para ser desvendado. O espectador não precisa ficar numa pilha achando que se piscar o olho ele vai perder uma grande teoria por trás dos golpes do Kong.

Adam Wingard foi um diretor que já fez alguns thrillers de terror cativantes e que agora emplaca seu segundo longa no monsterverse que não vão além de brigas e destruição. Dito tudo isso, “O Novo Império” é apenas 115 minutos de uma diversão esquecível.