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“Meu Malvado Favorito 4”, de Chris Renaud tenta apresentar novos elementos, mas acaba caindo na repetição de sempre

“Meu Malvado Favorito 4”, de Chris Renaud tenta apresentar novos elementos, mas acaba caindo na repetição de sempre

Uma boa narrativa sempre irá atrair qualquer público, até mesmo quando o filme tem uma pegada mais infantil. A franquia “Meu Malvado Favorito” que geralmente é voltada para crianças chega no seu quarto filme contando mais uma vez com a direção Chris Renaud. Esse quarto episódio busca envolver um pouco o público adulto, com histórias de redenção, amor, paternidade e as responsabilidades de manter sua família segura. Apesar disso tudo, o resultado final não é muito diferente do rumo que a franquia tem tomado nos últimos anos.

“Meu Malvado Favorito 4” começa com a reunião da Lycée Pas Bon School of Villainy Class de 85, onde o ex-vilão Felonious Gru (Steve Carrell) se formou quando criança. A malvada diretora da escola está lá para homenagear e premiar os ex-alunos, e o prêmio vai para o antagonista francês Maxime le Mal (Will Ferrell), um dos rivais de Gru daquela época.

Esse longa-metragem de Renaud tem uma estrutura similar aos outros “Meu Malvado Favorito”, como já foi dito, talvez esse quarto não consiga tanto mexer com o sentimento dos adultos. Essas questões mais maduras que o roteiro escrito pela dupla Mike White e Ken Daurio tentam apresentar já é algo batido feito por outros filmes e estúdios. Essa tal maturidade da trama é feita de maneira rasa e sempre vem depois de mil piadas de peidos, tombos e sons emitidos pelas bocas dos minions.

Os Minions nesta edição, não são tão importantes como em outras ocasiões. Suas várias habilidades ajudam Gru a enganar e escapar dos inimigos que ele possui, Maxime e a Diretora, mas como sempre, eles são mais um dispositivo de enredo para fazer os personagens saírem de encrencas e fazerem os expectadores mirins irem a loucura com suas travessuras.

Todos os personagens que caiu nas graças de muita gente continuam presente e mantem suas características. Ainda falando dos minions eles até ganham um upgrade para oferecer algo diferente, mas em algum momento esses minions com upgrades são jogados para escanteio parecendo que isso não é tão importante para o futuro. Em contra ponto, tentam criar algo similar aos minions para o vilão Maxime, mas viram que a ideia não ficou boa e no meio do caminho abandonaram de vez.

Claramente essas animações são filmes entretêm e encantam o público de todas as idades, mas “Meu Malvado Favorito 4” não tem centro emocional para se agarrar. Para ser sincero, seja até bom que aqui funcione assim, o único compromisso da franquia é garantir entretenimento de quem assiste e seu público alvo está bem servido.

Infelizmente, “Meu Malvado Favorito 4” parece estar apenas se repetindo com histórias sobre paternidade e que agiu desesperadamente ao adicionar um quarto filho. O longa-metragem se tornou algo limitado, parecendo que já chegou ao seu limite e que clama por uma evolução. Mas aos olhos das crianças essa franquia segue sendo ótima. Não parece que o estúdio dono da marca esteja preocupado com isso enquanto estiver funcionando para alguém, dito isso podem esperar mais edições de “Meu Malvado Favorito”.