ORBE

“Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe”, a comédia com terror e ação dirigida por Chris Mckay

“Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe”, a comédia com terror e ação dirigida por Chris Mckay

Em uma linha de raciocínio lógico e rápida, Drácula é o vampiro mais famoso de todos os tempos que possui inúmeras aparições em diferentes mídias. No cinema, ele tem algumas aparições marcantes e outras bem esquecíveis. Provavelmente a mais impactante é vivida por Gary Oldman em ‘Drácula de Bram Stoker’ (1992), de Francis Ford Coppola. Agora Nicolas Cage é escalado para viver o Drácula em “Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe”, de Chris McKay, uma comédia capaz de entreter durantes alguns minutos, mas que não chega ser algo espetacular.

Faz mais de um século desde que os caminhos da vida levaram Renfield (Nicholas Hoult) a traçar os mesmo de Conde Drácula (Cage), mas os anos não foram bons para ambos. Vivendo em em um ciclo interminável de destruição e renascimento, mestre e servo se mudam para um hospital abandonado em Nova Orleans enquanto Drácula se recupera de seu último confronto com caçadores de vampiros. Para passar o tempo, Renfield frequenta reuniões de grupo sobre transtorno emocional, para encontrar algum tipo de conforto.

Outro tipo de conforto e descontração é a caça de pessoas que Renfield faz para alimentar seu chefe. Mas nesse meio tempo ele acaba conhecendo a dedicada policial de Rebecca Quincy (Awkwafina) e do filho idiota (Ben Schwartz) de uma família criminosa local, Renfield começa a lutar para se livrar do poder que Drácula tem sobre ele.

“Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe” possui um tom de surpresa pairando sobre si, ainda mais para aqueles que vão assistir o filme sem saber nada a respeito. Se olharmos para o visual de Cage, logo de cara detectamos que se trata de uma comedia, mas o que surpreende mesmo quando nos deparamos com cenas de ação, como elas são dirigidas e que possui um certo nível de gore. Então sim, desmembramento e sangue jorrando se encontram presentes aqui.

O melhor de tudo que a produção não tem vergonha de ser o que é. Humor escrachado? Temos! Outro elemento muito bom são as maquiagens que caracterizam Drácula em suas fases de recuperação física. Algo bastante similar que as maquiagens dos filmes dos anos 80 costumavam fazer.

Lembra do primeiro parágrafo falando sobre existir diversas versões de Dráculas no cinema? Pois bem, Nicolas Cage consegue pegar as características de alguns deles e colocar no seu personagem. Pode parecer exagerado, mas com isso essa versão de Cage se torna algo atemporal. Acho que não temos mais que bater na mesma tecla para dizer o quanto Cage renasceu em sua carreira. A cada trabalho do ator ele entrega uma performance marcante que acaba se tornando o centro das atenções dos projetos que participa.

O roteiro escrito por Rian Ridley desenvolve o protagonista o colocando em uma jornada de crescimento no qual faz ele agir diferente que o título traduzido para o nosso idioma diz. Rebecca também teu seu arco e com ela acontece algo semelhante. Ambos os personagens se completam e juntos eles crescem, amadurecem e enfrentam seus traumas.

Conhecido por “LEGO Batman: O Filme” e “A Guerra do Amanhã”, Chris McKay entrega o seu trabalho mais notório com “Renfield: Dando o Sangue Pelo Chefe”. Se tratando de comédia, a projeção é uma grata surpresa desse ano que esse gênero pode nos oferecer. Ele não precisa ser lembrado na lista de melhores do ano, mas deve ser lembrado como algo que agradou durante 93 minutos.