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“Robô Selvagem”, dirigido por Chris Sanders é mais um acerto da DreamWorks

“Robô Selvagem”, dirigido por Chris Sanders é mais um acerto da DreamWorks

Em um cenário cinematográfico cada vez mais dominado por sequências e franquias já consagradas, como vimos com a recente estreia de “Divertidamente 2”, é refrescante encontrar uma obra original capaz de captar a atenção do público. “Robô Selvagem”, dirigido por Chris Sanders, surge como uma das grandes animações do ano, trazendo uma narrativa envolvente e personagens cativantes. Esta animação não apenas encanta pela originalidade, mas também representa mais um acerto da DreamWorks, que continua a provar sua capacidade de contar boas histórias. Em um mundo onde o espectador anseia por novidades, “Robô Selvagem” merece atenção especial, prometendo uma jornada repleta de humor, aventura e reflexão sobre a amizade e até mesmo o amor materno.

Uma nave naufraga em uma terra desabitada e dá início à aventura épica do robô Roz, a última unidade das chamadas ROZZUM ainda funcional e inteligente. Presa nesta ilha aparentemente sozinha, Roz precisa sobreviver às intempéries da floresta. Sua única esperança é se adaptar ao ambiente hostil e contrário às suas programações. Para isso, Roz passa a conviver com os animais, aprendendo sobre a vida na selva e os modos de sobrevivência na natureza. É durante essa exploração que Roz encontra um filhote de ganso e estabelece como missão cuidar dele. Desse laço inesperado com o animal abandonado, Roz se aproxima de uma realidade nova e instigante, construindo uma relação harmoniosa com os animais nativos.

Roteirizado pelo próprio Chris Sanders, impressiona a capacidade de temas que o filme aborda através de um robô perdido. Roz, sem querer, é ativada, e sua função é servir pessoas; no entanto, na ilha em que se encontra, habitada por diferentes espécies de animais, ela terá que se adaptar e aprender um pouco sobre cada um deles. O diretor e roteirista consegue fazer analogias incríveis. É verdade que apenas os espectadores adultos conseguirão absorver alguns dos temas discutidos em certas cenas, porém, a doçura de “Robô Selvagem” também fisgará a atenção dos pequenos, graças às cenas divertidas.

Um tema muito forte aqui é o sentimento materno. Acidentalmente, Roz acaba se destinando à tarefa de cuidar de um filhote de ganso chamado Bico-Vivo. Ela terá a missão de ensiná-lo a comer, nadar e até mesmo voar para que ele consiga sair da ilha antes que o inverno chegue. Quem está disposto a ajudar nessa tarefa é a raposa conhecida como Astuto, que, na maioria das vezes, pensa mais em si própria, mas, com o tempo, percebe que aquela amizade é tudo que ele tem.

Se trouxermos para um contexto humano e repararmos como nossa sociedade se degrada diariamente por coisas fúteis, “Robô Selvagem” nos ensina que, como sociedade, deveríamos agir em grupo e ajudar uns aos outros. Assim, estamos diante de uma animação tocante que pode pegar desprevenido o espectador que esteja vivendo um momento sensível na vida.

O filme é enriquecido por cenas maravilhosamente iluminadas, com um estilo de pintura clássica nos fundos, animação de personagens de alta qualidade e uma trilha sonora impressionante composta por Kris Bowers. As duas músicas originais, “Kiss the Sky” e “Even When I’m Not”, interpretadas por Maren Morris, trazem uma emoção especial à produção.

Em suma, “Robô Selvagem” é uma produção significativa para o universo das animações, destacando-se pela originalidade e profundidade emocional. Desde o sucesso de “Gato de Botas 2: O Último Pedido”, a DreamWorks tem demonstrado um acerto constante em suas produções, entregando filmes que encantam tanto o público jovem quanto os adultos. “Robô Selvagem” não apenas eleva o padrão das animações contemporâneas, mas também reafirma a capacidade do estúdio de criar histórias que ressoam com todos nós. É uma obra que merece ser celebrada.